A cultura serrana ainda respira a rotina tropeira. Com registros que datam do século XVIII, os tropeiros transportavam mercadorias e alimentos pelo país, além de animais como mulas e cavalos, dando origem ao nome da sua atividade: condutores de tropas de animais. Logo, podem ser chamados de desbravadores, uma vez que devido a esse ofício muitos povoados foram criados, pois era necessário fazer paradas para pousadas e abastecimento destas tropas, dando origem a grandes municípios, como é o caso de Lages/SC.

Foto Roger Fraga

Durante as longas viagens, a alimentação precisava ser apropriada para a desgastante atividade, com pratos calóricos, entre eles fubá, carne de sol e feijão tropeiro. Nas paradas para pouso, o churrasco era preparado em fogo de chão e temperado com cinzas. Surge então a herança gastronômica tão apreciada na Serra Catarinense como arroz carreteiro, paçoca de pinhão, entrevero, pinhão sapecado, bem como o próprio churrasco, tanto o de chão como as tantas outras formas de prepará-lo.

Com o intuito de manter viva a memória desses cavaleiros, por toda a serra há diversas programações de cavalgadas. Um costume que se tornou tradição serrana. Grupos se reúnem em expedições e saem em cavalgada cruzando os campos. Suas programações incluem paradas com refeições típicas. Alguns hotéis fazendas da Serra Catarinense também oferecem esta atividade aos seus hóspedes.

Em Santa Catarina, uma forma de homenagear os tropeiros foi a criação da Lei nº 13.890/16, que estabelece o dia 16 de abril como o Dia do Tropeirismo, uma data a ser divulgada e celebrada em todo o estado, para que todos tenham a oportunidade de relembrar a origem da própria cultura.

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