Com produção de mais de 660 mil unidades de cestarias, tendo a Central das Cestas, que é a fábrica do gênero mais antiga da serra catarinense, fundada em 1955, Rio Rufino tem o vime como uma das grandes fontes geradoras de renda e trabalho. Matéria-prima de diversos tipos de artesanatos e móveis, o vime é abundante em toda região do Vale do Canoas.

A cultura do vime está difundida e presente em diversos municípios da serra catarinense. E se constitui como principal fonte de renda para 1.300 famílias do meio rural, que movimentam cerca de R$ 5,25 milhões anualmente através da atividade. Rio Rufino tem uma parcela significativa nesse contexto, tanto que está retomando a Festa Nacional do Vime, que não realizava havia 13 anos.

Dados da Epagri indicam que a serra catarinense possui uma área de pelo menos 1.215 hectares, com uma produção anual de 15.790 toneladas de varas verdes de vime, ou seja, 6.000 toneladas de varas secas, prontas para o artesanato são processadas todo ano.

Junto com a atividade do vime, Rio Rufino se revela com grande potencial no turismo ecológico, devido as belas cachoeiras e os rios que cercam a cidade. São mais de 50 quedas d’água catalogadas, que medem entre 30 a 100 metros de altura.

Mesmo com volume de cestarias expressivo, a realidade é que cerca de 90% da produção de vime da serra catarinense acaba sendo comercializada na forma de varas para outras regiões do estado e do país. E este gargalo se constitui no grande desafio dos municípios e organismos que trabalham em defesa da atividade.

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