“Capturar imagens não é apenas nosso negócio, é nossa paixão.” Anders Duarte

Você já deve ter ouvido falar sobre a Photographic e se perguntado, quem são as pessoas por trás daquelas belas imagens.

A paixão por imprimir as coisas belas e significativas do mundo, vem desde criança. Em 1997, Anders Duarte, já praticava e foi premiado por diversas vezes com seus desenhos de giz de cera coloridos. Assim ele também descobriu seu amor pela fotografia e vídeos.

 

Foi assim que nasceu a Photographic, em comunhão com a sua esposa, Iraci Ribeiro. Juntos eles carregam na bagagem diversas conquistas, assim como as premiações internacionais com o melhor filme de turismo do Brasil, em 2010 pela Tour Film Brazil e outro de 2018, na Itália.

Hoje, a marca Photographic foi substituída pelo nome pessoal do casal, devido a realização de outros sonhos pessoais.

Para conhecermos melhor esta história, vamos acompanhar a entrevista com Anders Duarte:

RE: Você contou como iniciou sua história com a arte, mas e a fotografia, já era um sonho? Ou a Photographic nasceu por algum motivo especial?

AD: Como sempre gostei de arte, a fotografia sempre foi um sonho. Iniciamos nossa carreira ainda com as fotos analógicas. Com a chegada da era digital, não conseguimos mais parar.

 

 

 

 

 

RE: Vocês são de Lages? O trabalho é reconhecido em toda a Serra e até mesmo fora dela, a que vocês atribuem este sucesso?

AD: Atualmente moramos em Lages, mas eu sou Joaquinense. Acredito que o fato de nosso trabalho ser mostrado ao mundo e reconhecido internacionalmente, vem da qualidade do amor com que o realizamos. Como sempre citamos, “capturar imagens não é apenas nosso negócio, é nossa paixão”

Anders Duarte – Arquivo Pessoal

RE: Grande parte das fotografias de vocês, são de casais, este é o foco? Como optaram por este estilo de fotografia?

AD: Nosso maior foco sempre foi paisagens e eventos sociais. Desta forma, unimos as duas coisas. Assim garantimos uma recordação incrível para cada casal que por 20 anos fotografamos.

RE: Se fosse para contar algum fato que marcou a carreira de vocês até aqui, qual seria?

AD: Bem, um fato curioso é que sempre gostamos muito de fotografias aéreas e por isso voávamos muito de helicóptero. Até que um dia a aeronave quase caiu, foi um baita susto.
Este fato fez com que entrássemos no mundo dos drones muito cedo. Meu primeiro equipamento era até sem GPS, não dava para ver o que ele estava filmando… Foi um recomeço muito louco para nossas imagens aéreas.

 

 

 

 

 

RE: Vocês também trabalham com vídeos conceituados, este foi um passo seguinte a fotografia ou ele já era um objetivo?

AD: Acredito que todo fotografo, pode ser um grande vídeomaker, pois a visão da fotografia é a mais pura em relação à sombra e luz e propriamente, ao sentido do todo.

RE: Quando falamos em Serra Catarinense, existe algum local que vocês ainda não estiverem e tem o sonho de fotografar/filmar?

AD: Na realidade, havia dois lugares que não conhecíamos, mas acabamos conhecendo quando ajudamos a filmar a reportagem especial do Globo Repórter. Foram 8 dias e 110 km de imagens da Serra Catarinense “Campo dos Padres”, uma linda experiência.

Canion Espraiado – Urubici – Foto Photographic

RE: Nós falamos sobre turismo, desta forma gostaríamos de saber, como o turismo impacta o trabalho de vocês?

AD: Acreditamos que a Photographic é um dos propulsores na divulgação da Serra Catarinense. Alcançamos 23 milhões de visualizações em um de nossos melhores trabalhos da Fanpage no Facebook: serracatarinense.brasil

RE: 2020 foi marcado pela pandemia do COVID-19 e impactou diretamente quase que a totalidade de profissionais de áreas diversas. Como foi este impacto no trabalho de vocês e o que fizeram para passar por este período?

AD: Trabalhos com eventos se tornaram zero. Paisagens continuaram, mas a psicologia se tornou o meu trabalho principal. Além de amar o que faço em relação a psicologia, foi um momento em que as pessoas precisavam muito.

 

 

 

 

 

RE: Se pudesse nomear uma referência profissional, qual seria? E por qual motivo?

AD: Em minha vida pessoal tudo está ligado: desenho, fotografia, vídeo e psicologia. O desenho me ajudou a fotografar com luz e sombra, a fotografia me ajudou a filmar com técnica, o desenho, fotografia e vídeo ajudaram a criar percepções sobre o tudo em relação ao ser humano e seus comportamentos. Hoje, uso esse conhecimento também para a psicologia.

Anders Duarte – Arquivo Pessoal

RE: Como já percebemos, além de fotógrafos, vocês também são formados em outras áreas. Pretendem em algum momento sair do ramo da fotografia para se dedicar integralmente a outros sonhos?

AD: Iremos fotografar e filmar até o fim dos nossos tempos, porque esta é a nossa paixão. Mas resolvemos nos dedicar também a outras profissões tão sonhadas. Iraci, minha esposa, a Educação Física, eu a Psicologia. Mas sempre iremos exercitar nossa paixão pelas imagens.

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